Ilha de Marajó e território Yanomami recebem apoio internacional em ações de enfentamento à violência contra mulheres e meninas
Por: Redação | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Governo Federal lançou um novo programa para enfrentar a violência contra mulheres e meninas em regiões de alta vulnerabilidade. A iniciativa terá duração de três anos, entre 2026 e 2028, e contará com investimento de R$ 6 milhões. O projeto é resultado da parceria entre o Ministério das Mulheres e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com apoio da Agência Brasileira de Cooperação e do Ministério das Relações Exteriores.
O objetivo é fortalecer redes locais de atendimento e ampliar a capacidade institucional para prevenir e responder à violência contra mulheres e meninas em áreas de alta vulnerabilidade. Os dois territórios escolhidos são a Ilha do Marajó, no Pará, e o território Yanomami, que se estende pelos estados do Amazonas e de Roraima.
Além de reforçar a rede de proteção, o programa vai investir na coleta e análise de dados sobre a realidade das mulheres e meninas, permitindo que políticas públicas sejam criadas com base em informações concretas. Também prevê a adaptação de boas práticas internacionais ao contexto brasileiro e a capacitação de profissionais, organizações sociais e lideranças comunitárias.
Na Ilha do Marajó, onde vivem cerca de 557 mil pessoas em 17 municípios, quase 70% da população está em comunidades ribeirinhas de difícil acesso. A região enfrenta problemas graves, como altos índices de gravidez na adolescência, exploração sexual de crianças e adolescentes e falta de serviços especializados para mulheres em situação de violência.
No território Yanomami, que abriga mais de 27 mil indígenas em 384 aldeias, a violência de gênero se soma a uma crise humanitária marcada pela insegurança alimentar, impactos do garimpo ilegal e barreiras de acesso a serviços públicos adequados às tradições culturais.
Entre os resultados esperados estão o fortalecimento das redes de atendimento, a criação de estratégias para reduzir a evasão escolar e a ampliação da participação das mulheres nas decisões comunitárias. A ideia é garantir que elas tenham mais proteção, cidadania e o direito de viver sem violência.






