Venezuela chega a 1.500 mortos, 774 edifícios destruídos ou danificados e quase 50 mil desaparecidos após duplo terremoto
Por: Redação I Foto: Reprodução/Unidad Militar de Emergências (UME)
O duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho deixou 1.500 mortos e 3.150 feridos até esta segunda-feira (29), segundo o governo do país. As buscas por sobreviventes prosseguem, e as operações não serão encerradas enquanto houver possibilidade de resgatar pessoas com vida.
A destruição física é extensa. Ao todo, 774 edifícios foram atingidos em diferentes regiões do país, sendo 189 completamente destruídos e 585 com danos parciais. Além dos prédios, os terremotos comprometeram a estrutura de 38 hospitais, 44 centros comerciais e 1,6 mil trechos de estradas, pontes e outras infraestruturas viárias. O número total de estruturas danificadas chega a 2,5 mil.
O governo criou uma comissão técnica para avaliar o grau de risco de cada edificação e infraestrutura afetada. O sistema de classificação adotará cores: vermelho para alto risco de colapso, amarelo para risco moderado e verde para estruturas sem risco. A medida busca orientar a população sobre quais imóveis podem ser ocupados e quais precisam ser evacuados, em meio à incerteza gerada pelas centenas de réplicas que continuam ocorrendo.
As operações de resgate mobilizam 25 mil socorristas, dos quais 2,6 mil vieram de outros países. Até o domingo (28), 33 pessoas haviam sido retiradas com vida dos escombros. As Nações Unidas estimam que quase 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. O fornecimento de eletricidade em La Guaira, estado mais atingido, foi restaurado em 75%. As aulas foram suspensas por mais uma semana.
O Brasil integra o esforço internacional de socorro, com bombeiros atuando nas buscas e quatro aeronaves enviadas com ajuda humanitária ao país vizinho.



