Insulina de ação prolongada começa a ser oferecida no SUS

Por: Redação I Foto: Rafael Nascimento/MS


A insulina glargina, de ação prolongada e aplicação única por dia, começou a ser incorporada ao SUS em substituição à insulina NPH. O medicamento mantém o controle da glicose por até 24 horas e promete facilitar a rotina de quem convive com diabetes.

O projeto-piloto está em andamento no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, com prioridade para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos acima de 80 anos com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa é atender mais de 50 mil pessoas nessa primeira fase.

Na rede privada, o tratamento pode custar até R$ 250 para dois meses, mas no SUS será oferecido gratuitamente. A transição será gradual e acompanhada por treinamentos de profissionais da Atenção Primária, que vão orientar pacientes sobre o uso das canetas aplicadoras e a administração correta do medicamento.

Atualmente, o SUS já disponibiliza quatro tipos de insulina: humanas NPH e Regular, além das análogas de ação rápida e prolongada. Também são oferecidos medicamentos orais para o tratamento do diabetes mellitus, conforme o quadro clínico de cada paciente.

A adoção da glargina está ligada ao fortalecimento da produção nacional de insulina. Parcerias entre laboratórios públicos e privados já entregaram milhões de unidades e devem ampliar a capacidade de produção até 2026, em um cenário de escassez global.

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