Plano nacional contra incêndios inclui atenção especial às mesorregiões de Roraima

Por: Redação I Foto: Reprodução/Gov Roraima


O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apresentou nesta quarta-feira (4) o plano nacional de combate a incêndios florestais para 2026, que prevê a atuação de mais de 4,6 mil brigadistas em todo o país, além de bases logísticas, vilas operacionais e monitoramento por satélite em tempo real. A estratégia busca manter ações permanentes de prevenção e combate, sem depender apenas de respostas emergenciais.

Segundo a ministra Marina Silva, os resultados já começaram a aparecer em 2025, com redução de 39% nos focos de incêndio no Brasil. Na Amazônia, a queda foi de 75%, e no Pantanal, de mais de 90%. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que a portaria de emergência publicada no Diário Oficial é essencial para viabilizar a contratação de brigadistas e definir os períodos críticos em cada região, com base em critérios como déficit de chuvas, histórico de calor e previsão climática.

A operação nacional contará com 246 servidores fixos e 4.660 brigadistas, incluindo temporários. Metade das equipes é formada por indígenas e cerca de 10% por quilombolas, o que fortalece a atuação em áreas de difícil acesso, já que são pessoas com conhecimento profundo dos territórios.

Em Roraima, o enfrentamento ao fogo também ganhou reforço com a Operação Verão Sem Fogo 2025/2026, coordenada pela Defesa Civil Estadual e pelo Corpo de Bombeiros. Entre novembro e fevereiro, foram realizadas mais de 8 mil ações de prevenção e combate, incluindo visitas a propriedades rurais, aceiros e intervenções diretas em incêndios de diferentes portes. O estado registrou 326 focos em fevereiro, número superior ao mesmo período de 2025, mas ainda abaixo da média histórica para o mês, que é de 427.

Para conter os riscos durante a estiagem, nove bases temporárias foram instaladas em municípios estratégicos, como Amajari, Bonfim, Alto Alegre, Mucajaí, Cantá, Iracema e São João da Baliza. As equipes atuam 24 horas por dia com bombeiros militares, brigadistas e equipamentos especializados. Além disso, o calendário oficial de queimadas foi suspenso por 15 dias, medida que reforça a proibição de queimadas não autorizadas, consideradas crime ambiental.

Na capital, a Defesa Civil municipal tem reforçado ações preventivas contra incêndios durante o período secopara, além de vistoriar pontes, poços artesianos e igarapés na zona rural, que até agora mantêm níveis satisfatórios de água. O trabalho faz parte do Plano de Estiagem, acionado conforme a necessidade, e busca antecipar riscos.

O planejamento nacional também estabelece períodos de emergência específicos para cada região. No estado de Roraima, as mesorregiões Norte e Sul terão atenção especial entre setembro de 2026 e abril de 2027, período considerado crítico para a ocorrência de incêndios florestais.

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