Pré-natal integral alcança menos de 20% das gestantes indígenas no Brasil, aponta estudo

Por: Redação I Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Reprodução


Um levantamento nacional coordenado pela Universidade Federal de Pelotas revelou que, embora quase todas as gestantes brasileiras realizem ao menos uma consulta de pré-natal, o acompanhamento integral ainda não chega de forma equitativa a todos os grupos. Apenas 19% das mulheres indígenas com baixa escolaridade conseguem completar as consultas recomendadas, enquanto entre mulheres brancas com maior nível de estudo esse índice alcança quase 89%.

O estudo mostra que fatores como escolaridade, idade, região e origem étnico-racial influenciam diretamente na cobertura. No Norte, apenas 63% das gestantes têm acesso integral ao pré-natal, contra 85% no Sul. Entre adolescentes, o índice cai para 67%, enquanto mulheres acima de 35 anos chegam a 82%.

Apesar de 99% das gestantes iniciarem o acompanhamento, apenas 78% chegam até a sétima consulta, número mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde desde 2024 dentro da estratégia Rede Alyne, que busca reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027.

A Rede Alyne é uma estratégia nacional do Ministério da Saúde voltada para ampliar e qualificar o cuidado integral de gestantes e bebês no SUS, com foco na redução da mortalidade materna e infantil. Ela foi criada em 2024 e leva o nome de Alyne da Silva Pimentel, mulher negra que morreu em 2002 por falta de atendimento adequado, caso reconhecido pela ONU como violação de direitos humanos.

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