Rede psicossocial de Boa Vista registra mais de 24 mil atendimentos em saúde mental em 2025
Por: Redação I Foto: Jonathas Oliveira
A rede psicossocial de Boa Vista registrou em 2025 24.833 atendimentos relacionados a transtornos mentais e comportamentais, consolidando-se como um sistema estruturado de cuidado contínuo. Os dados revelam a abrangência e a integração entre diferentes níveis de atenção, da assistência básica ao atendimento especializado.
Os dados da rede municipal revelam tanto a alta demanda quanto a necessidade de acompanhamento contínuo. Segundo a superintendente de Atenção Primária, Erika Madelaine, o município dispõe de equipes qualificadas para acolher e encaminhar os pacientes, mas o desafio é avançar em capacitação e ampliar o cuidado de forma digna e humanizada.
A Atenção Primária é a principal porta de entrada para esse atendimento. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por meio da Estratégia de Saúde da Família, realizaram 13.143 atendimentos no último ano, oferecendo escuta qualificada e encaminhamentos quando necessário. A equipe eMulti complementou esse trabalho com 5.975 atendimentos individuais e ações coletivas voltadas à promoção da saúde mental e ao cuidado comunitário.

Nos serviços especializados, o CAPS II contabilizou 6.772 atendimentos, com mais de dois mil prontuários ativos, garantindo acompanhamento contínuo a casos mais complexos. O Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) registrou 6.117 atendimentos, reforçando a atenção desde a infância. A rede também inclui o Centro de Teleassistência, que realizou 471 atendimentos em psiquiatria, além de unidades como o Cernutri, o programa Família Que Acolhe (FQA) e o SAMU, todos integrados para ampliar o acesso e a resolutividade.


O cuidado não se limita às unidades de saúde. Atividades em praças e academias ao ar livre fazem parte das chamadas “ações extramuros”, que estimulam a prática de exercícios e a socialização. Segundo a diretora do CAPS II, Laniê Fontes, essas iniciativas ajudam na reabilitação psicossocial e fortalecem a inclusão em espaços para atividades terapêuticas e momentos de socialização.






