UNICEF incentiva participação política de jovens com campanha pela emissão de título de eleitor

Por: Redação I Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Com o prazo para emissão do título de eleitor chegando encerrando em 6 de maio, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) intensificou a mobilização de adolescentes de 16 e 17 anos em todo o Brasil para ampliar a participação política dessa faixa etária, que tem direito ao voto facultativo, mas ainda registra baixa adesão.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o número de adolescentes com título tem variado nos últimos anos. Em 2018, eram cerca de 1,4 milhão, o equivalente a 21% dos aptos. Já em 2022, esse número subiu para mais de 2 milhões, alcançando 34% dos adolescentes com direito ao voto. As estatísticas também revelam diferenças regionais: Rondônia (40,4%), Tocantins (39,2%) e Piauí (36,7%) lideram os percentuais de cadastro, enquanto Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro registram os menores índices, segundo dados de fevereiro de 2026.

A campanha envolve escolas, redes sociais e espaços comunitários, reforçando a importância de que jovens tenham voz nas decisões políticas do país. Segundo o UNICEF, o número de solicitações do documento costuma crescer nos últimos meses antes do fechamento do cadastro eleitoral, e a expectativa é que milhares de adolescentes aproveitem a mobilização para garantir o título.

O voto para quem tem entre 16 e 17 anos não é obrigatório, mas é considerado uma oportunidade de exercer cidadania desde cedo. A emissão do título é gratuita e pode ser feita presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema da Justiça Eleitoral.

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