Atendimentos por compulsão em jogos crescem 104% em sete anos
Por: Redação I Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde ampliou o teleatendimento voltado a jogadores compulsivos após aumento da procura desde março, quando o serviço foi lançado. A iniciativa, oferecida pelo SUS, já registrou mais de 6,9 mil usuários em três meses e contará com investimento de R$ 70 milhões até o fim de 2026.
O atendimento remoto é realizado por telefone e videochamadas, com acompanhamento da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS. Além da expansão, o governo destinará R$ 6 milhões para uma pesquisa nacional sobre os impactos dos jogos de apostas na saúde, com objetivo de orientar políticas públicas de prevenção e tratamento.
Os recursos vêm da chamada “destinação social”, que corresponde a 1% da arrecadação de tributos pagos por empresas e apostadores. Em 2025, esse valor somou R$ 45,7 milhões. O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que oferece autoteste e encaminhamento para atendimento remoto ou presencial, conforme o nível de risco identificado.
Dados oficiais apontam crescimento de 104% nos atendimentos relacionados a jogo patológico entre 2018 e maio de 2025, com maior prevalência entre homens de 20 a 49 anos. A Organização Mundial da Saúde reconhece o comportamento compulsivo com apostas como problema de saúde mental, associado a ansiedade, depressão e risco elevado de suicídio.






