Profissionais do Samu são capacitados para atenderem pacientes com transtornos psíquicos

Proposta do curso é fortalecer a prática de condutas humanizadas e terapêuticas

Com informações de Jamile Carvalho | Foto: PMBV

A Prefeitura de Boa Vista está capacitando os profissionais que atuam diariamente no Samu-Boa Vista, para atendimentos psicológicos de pacientes que tiveram sequelas, com a pandemia da Covid-19, no Curso de Formação de Multiplicadores em Urgências e Emergências em Saúde Mental.

A proposta do curso é fortalecer a prática de condutas humanizadas e terapêuticas no âmbito da saúde mental e preparar os profissionais para uma assistência cada vez mais adequada a pacientes que utilizam o serviço e apresentam quadros como: ansiedade, depressão, violência autoprovocada, dentre outros.

Atualmente, três enfermeiros e um médico foram capacitados no curso que é promovido pelo Ministério da Saúde e executado pela Superintendência de Gestão do Trabalho e de Educação em Saúde (SGTES), em parceria com o Núcleo de Educação em Urgências do Samu-Boa Vista, da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o diretor do Samu, Luciano Coutinho, a ideia é qualificar os profissionais, em especial em situações pré-hospitalar. “O Samu-Boa Vista se destaca hoje no atendimento pré-hospitalar, por ser o único do Estado com suporte avançado de vida e também com o Núcleo de Educação em Urgência e Emergência”.

Investimentos em saúde mental em Boa Vista

No âmbito da saúde mental, a prefeitura tem investido na capacitação dos profissionais, contratação de novos psicólogos para atender nas UBS e aquisição de materiais para serem utilizados nos atendimentos terapêuticos.

CAPE – Desde o início da pandemia, o município conta com a Central de Acolhimento Psicológico Emergencial, com uma equipe de psicólogos e uma médica, que atende por meio do telefone 3621-1081.

Além da CAPE, o município possui 12 UBS que fazem atendimento psicológico, tanto dos profissionais como dos usuários, de forma individual e em grupo, por equipes multidisciplinares contendo psicólogo, assistente social, enfermeiros e outros.

Já no CAPS II, é feito o tratamento e reinserção social de pacientes com transtornos mentais severos e persistentes, além daqueles com risco ou tentativa de suicídio. Para todas as situações o município oferece ainda os medicamentos básicos necessários e a atenção é estendida ao usuário e sua família.

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