Reuniões comunitárias para revisão do Plano Diretor de Boa Vista encerram com encontros na zona rural

Com a conclusão das reuniões comunitárias, o Ibam irá finalizar a fase de diagnóstico e passar para a etapa de discussão de propostas

Por: Redação | Foto: PMBV


O ciclo de reuniões comunitárias para o processo de revisão do Plano Diretor de Boa Vista encerrou com dois encontros na zona rural da Capital, no sábado, dia 13 de maio. Pela parte da manhã, a reunião foi com os produtores do Projeto de Assentamento (P.A) Nova Amazônia 1, na região do Truaru. Pela tarde, foi a vez dos moradores do P.A Nova Amazônia, região Murupu.

Com o término das reuniões comunitárias, será concluída a fase de diagnósticos. Nesta etapa foram ouvidos os moradores da área urbana, das comunidades indígenas e da zona rural. O arquiteto e urbanista do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Henrique Barandiê, explicou que a escuta dos moradores das áreas não urbanas é fundamental para um Plano Diretor justo, que inclua a cidade como um todo no planejamento dos próximos 10 anos.

“Os moradores da zona rural também vivem e produzem em Boa Vista e utilizam uma parte significativa do território do município para isso. Obviamente também interagem com a cidade e foi justamente sobre isso que discutimos. Com o fim das reuniões comunitárias temos elementos para consolidar o diagnóstico do Plano Diretor e passar pra próxima fase, que é a discussão de propostas”, detalhou.

Morador da Vicinal 9, na região do Truaru, o presidente do conselho fiscal da Cooperativa da Agricultura Familiar do P.A Nova Amazônia 1 (Coopnova), Antônio Macedo, avaliou o encontro como positivo.

“Essa reunião comunitária para a revisão do Plano Diretor foi muito boa. Todos tiveram a oportunidade de falar das coisas boas da nossa região e também tivemos a liberdade de expor nossas necessidades, nossos problemas e propor algumas soluções. Precisamos da pavimentação da nossa estrada para facilitar o escoamento da produção e o prefeito nos informou que em breve terá novidades”, declarou.

Membro da Cooperativa das Mulheres Produtoras do P.A Nova Amazônia, a agricultora Talita Brandão destacou que a presença da Prefeitura tem garantido a subsistência e levado desenvolvimento para a região. “Se a Prefeitura não estiver com os pequenos agricultores, não tem um grande desenvolvimento porque nós somos carentes financeiramente e querendo ou não tem que ter investimento do poder público pra podermos desenvolver e evoluir os plantios”, pontuou.

Quanto às melhorias que podem ser implementadas, Talita sugeriu a construção de uma escola estadual que atenda as crianças quando elas concluem o ensino na rede municipal. “Temos uma escola da Prefeitura que atende os nossos filhos até certa idade, que é de responsabilidade do município. Quando eles vão para o 6º ano precisam ir para a cidade ou para a escola mais próxima, que mesmo assim é longe da gente é questão de locomoção, transporte escolar é complicada”, disse.

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