Bosque dos Papagaios é opção para quem gosta de natureza e quer fugir um pouco do calorzão boa-vistense

O parque garante ao visitante uma verdadeira conexão com a natureza, permitindo o contato com animais, trilhas e muita sombra

Por: Marcus Miranda | Foto: arquivo pessoal

Além de ser considerada a capital da 1ª infância, Boa Vista apresenta também grande potencial para o turismo ecológico. Cercada de muito verde e bastante água, a cidade convida nativos e quem passa por aqui a curtir mais de perto os diversos cantinhos com natureza e a desfrutar dos benefícios que uma simples sombrinha de uma árvore pode proporcionar em meio ao calorzão, típico da região norte. E quando o assunto é sombra, o Parque Ecológico Bosque dos Papagaios é sim uma daquelas opções imperdíveis.

Localizado na Zona Oeste da cidade, no bairro Paraviana, o parque garante ao visitante uma experiência diferente, com seis trilhas, em torno de 5 km (somadas), diversas espécies de árvores e plantas, animais silvestres, como arara, tucano, jabuti, cutia, paca e até uma capivara.

Conforme levantamento feito pela equipe de profissionais do parque, no período de criação do Bosque, são 23 espécies de árvores contabilizadas, dentre elas: caimbé, pimenta de macaco, jenipapo, sucuba e murici.

QUEM VAI, AMA – O aposentado Zenaide Rodrigues está de passagem pela cidade e levou o neto Arthur para visitar o Bosque. “Eu gostei muito e o Arthur ama. É uma possibilidade de ter uma conexão mais profunda com a natureza e de mostrar para as nossas crianças a importância de preservar a natureza”, contou.

Tarciana Dutra levou o filho Frederico para curtir a tarde no Bosque e também destacou a importância dessa conexão. “É a minha primeira vez aqui e estou gostando muito. Trouxe meu filho por entender que esse contato com a natureza é necessário, pois aqui é possível aprender mais sobre o respeito ao meio ambiente. Além disso, é uma opção fresca e acolhedora para curtir um dia quente”, disse.

O pequeno Lucas também adora ir ver os animais. Fica encantado com cada bichinho. “É muito importante trazermos as crianças pra cá, tanto pelo contato e conexão com a natureza, como também para respirar e fugir um pouco da rotina diária, proporcionando um momento de tranquilidade e contato com o verde”, falou a mãe dele, Alaíde Duarte.

Viveiro no Bosque dos Papagaios. Foto: Giovani Oliveira

UM POUCO DA HISTÓRIA – O Parque Ecológico Bosque dos Papagaios foi criado pela Prefeitura de Boa Vista, em julho de 2009, por meio de decreto (n° 113/E), sendo uma área institucional com 12 hectares, com destaque para vegetação nativa, contendo árvores de pequeno e médio porte, situada em meio ao lavrado.

ACOLHIMENTO DE ANIMAIS – O local dispõe de um grande viveiro, que abriga alguns animais, principalmente aves, a exemplo das araras, papagaios, marianinhas, maritaca, maracanãs, tucanos e um mutum. Além dos mamíferos (capivara, cutia e paca), todos provenientes de apreensão por diversos motivos e também por entrega voluntária.

Todos os animais, sem exceção, passam pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), onde são cadastrados e estudados. Os bichinhos permanecem em quarentena e somente depois são encaminhados ao Bosque.

Por lá recebem são tratados, alimentados e ambientados para terem uma sobrevida, pois não possuem mais condições de retornar para a natureza. No caso de algum deles desenvolver habilidades e for avaliado por técnicos como aptos, poderão voltar a vida silvestre, atividade intitulada como ‘soltura’.

AMIZADE ‘IMPROVÁVEL’ – Parece coisa de filme da Disney, mas é real! Uma capivara e uma arara, cega de um olho, construíram uma verdadeira relação de cumplicidade e amizade. A ave já vivia por lá e a capivara chegou ao bosque ainda pequenina, com personalidade super dócil, fator que permitiu com que a arara se aproximasse. Desde então, elas se tornaram parcerias e passam grande parte do tempo juntas.

De acordo com o diretor do Bosque dos Papagaios, Leandro Toledo, é difícil compreender e definir quais os interesses de cada uma, porém ele afirma que como se trata de um espaço restrito, as espécies que vivem ali buscam socialização para formar seu nicho de convívio.

“A conclusão imediata que temos é que até as espécies diferentes podem conviver, com amizade ou não, respeitando suas diferenças, servindo de exemplo para nós, que temos dificuldades para isso com os da mesma espécie”, disse.

FUNCIONAMENTO – O Parque funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Aos sábados e domingos, somente no horário das 14h às 18h, não abrindo nos feriados. Ao visitar o local, é obrigatório o uso de máscara e é disponibilizado álcool em gel aos visitantes.

NO BOSQUE NÃO É PERMITIDO!

– Ingressar com animais domésticos;

– Alimentar os animais;

– Entrar com bebida alcoólica;

– Consumir alimentos nas trilhas;

– Fumar e

– Descartar resíduos de forma irregular.

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