I Festival de Artes da Toca da Bruxa homenageia  artistas que partiram durante a pandemia  

Evento será realizado em setembro, em espaço aberto, após a estação das chuvas

O Coletivo de Artes Toca da Bruxa comemorou no mês de maio um ano de funcionamento. Para marcar esse data, será realizado no período de 1 a 4 de setembro o 1º Festival de Artes da Toca da Bruxa, com prêmios homenageando artistas de Roraima que partiram durante a pandemia.

O empreendimento, inaugurado em 14 de maio de 2021, durante a pandemia, tem sido uma referência na geração de renda para microempreendedores. A Toca cresceu além das expectativas, se tornando também um destaque no meio artístico, com opção de entretenimento diversificado para vários públicos.

Hoje, além de possuir um bazar com produtos com preços que vão até R$ 50 reais, também dispõem de espaços para shows internos e ao ar livre, além de outros espaços que podem ser locados para eventos particulares.

Com a ideia de empreendedorismo nasceu também a Feirinha de rua da Toca, que funciona todos os domingos no final da tarde. São quase 100 empreendedores expondo produtos que vão desde alimentos regionais, lanches, roupas, bijuterias, artesanato, até produtos orgânicos vindos do P. A. Nova Amazônia produzidos por produtores rurais que vivem no local.

1º FESTIVAL DE ARTES DA TOCA

Para tornar a comemoração ainda mais especial, o I TocaFest vai homenagear artistas roraimenses que se foram durante a pandemia. No total, serão oito categorias prestigiando os artistas escolhidos, duas dessas homenagens serão para a Fotógrafa France Telles e o poeta Devair Fioreti, que não faleceram durante a pandemia, porém suas trajetórias profissionais têm grande relevância para sociedade boa-vistense.

Entre as categorias homenageadas estão as artes plásticas, a poesia, a dança, músico interprete, rock e fotografia. Dessas, serão premiados simbolicamente os artistas escolhidos.

Cardoso – Homenagem Artista plástico

Artista plástico roraimense que deixou um legado de força, amor e paixão pelo Regionalismo combinado com o Surrealismo. Com mais de 100 obras, muitas delas foram premiadas e outras estão expostas em países como Japão, França, Canadá, Áustria e até na cidade do Vaticano.

Devair Fioretti – Homenagem Poeta

O grande Devair Fioretticoração do professor Devair Fioretti, batia forte pela poesia. Lançou quatro livros de poesia, em sua maioria, exaltando a cultura roraimense. Devair se envolveu em vários projetos voltados aos Povos Indígenas. Para ele, a vida poderia ser melhor para todos, e ele lutava por isso.

France Teles – Homenagem Fotógrafa

O sonho dela sempre foi fotografar. France Telles dominou um território até então imperado por homens na fotografia profissional em Roraima. Em apenas 10 anos, France fez seu nome e seus olhos de lince buscavam momentos efêmeros para torná-los eternos.

Marzinho Carvalho – Músico Intérprete

Homem sonhador, polêmico e não gostava de injustiça. Marzinho Carvalho amava viver, amava MPB e Rock, a banda favorita eram Os Beatles, e do Lulu Santos uma música especial era “Certas coisas”.

Marzinho a cantar em 1990, quando chegou em Boa Vista. Começou a carreira com Geraldo Sena e França Amorim e também com Silvero. É lembrado pela família e amigos como uma pessoa alegre que amava cantar e fazer as pessoas felizes.

Sonia Reis – Mãe do dançarino Santiago

Essa é a homenagem Sônia Reis, que deu à luz ao bailarino roraimense Santiago, conhecido e aclamado em todo Brasil. Sônia sempre foi a maior incentivadora da carreira do filho, que hoje é referência em dança moderna. Mãe amorosa, ela é homenageada pelo sucesso do filho e por sua sensibilidade artística.

Noronha – Prêmio de banda revelação

“Eu sou professor”, era isso que o músico autodidata e multi-instrumentistas dizia sempre aos amigos. Ser cadeirante nunca o impediu de fazer o que gostava: música.

Noronha começou a se envolver no universo musical ainda criança. Em Boa Vista, fez sucesso com a banda Nós à Deriva. A veia que tinha para ensinar e conquistar os alunos ele também deixou como legado aos filhos.

Limbert – Prêmio de performance de banda de rock

Carismático, longe do estereótipo do metaleiro malvado, o músico Limbert começou a tocar por volta dos 13 anos. Por toda sua vida esteve envolvido em projetos musicais atuando em bandas covers de rock. Sua banda favorita era Eagle fly free, da famosa banda Helloween. Agora, no céu, ele é uma águia poderosa.

Mirian Blos – Hors Concours

A inesquecível maestrina do coral Canarinhos da Amazônia, Mirian Bloss, é homenageada por encantar Roraima com as vozes mais belas e repletas de talento do estado. Mirian atuava na música há mais de 20 anos e foi também responsável por incluir crianças venezuelanas no projeto de um coral na fronteira, além da ajuda humanitária

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