Mãe faz rifa para arcar com despesas de terapias de filha autista

A rifa para ajudar no tratamento da pequena Laís vale uma passagem de ida e volta para qualquer lugar do Brasil

Por Isaque Santiago | Foto: divulgação

A suspensão dos atendimentos de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas clínicas conveniadas à Unimed, devido a falta de pagamento por parte da empresa, prejudicou as terapias de diversas crianças. Esse foi o caso da pequena Laís Oliveira, de 3 anos, diagnosticada com autismo nível três, o mais severo na atual classificação.

Para garantir que Laís continuasse o tratamento e não perdesse a vaga na clínica onde é atendida, a mãe dela, a agente de viagens Arlene Oliveira, organizou uma rifa que vale uma passagem aérea de ida e volta para qualquer lugar do Brasil.

A rifa custa R$ 10 e, para participar, basta entrar em contato pelo telefone (95) 99127-4740. O sorteio será no dia 3 de setembro.

“Graças a Deus muitas pessoas estão participando, tanto comprando como divulgando. Recebemos pessoas de outros estados querendo ajudar na rifa. Espero que esse problema com o plano de saúde seja resolvido o quanto antes, mas até lá, vou fazer de tudo para não prejudicar o tratamento da minha filha”, declarou a mãe de Laís.

Caso fosse arcar com os custos do tratamento da filha fora do plano de saúde, Arlene teria uma despesa mensal que poderia chegar até R$ 9 mil. “Se eu não tomasse alguma atitude para garantir que ela continuasse o tratamento, ela seria prejudicada. A ideia da rifa veio da minha gerente no trabalho, que se solidarizou com a minha situação e disponibilizou essa passagem para que eu pudesse fazer a rifa”, detalhou.

Graças à terapia, Laís consegue se alimentar
sozinha (Foto: arquivo pessoal)

Arlene relata que começou a desconfiar que Laís era autista quando ela tinha pouco mais de um ano, devido a atrasos em algumas habilidades como poder falar e andar. Depois de passar por alguns médicos, ela recebeu o laudo definitivo em novembro de 2021.

“O passo seguinte foi contratar um advogado para entrar com um pedido judicial, solicitando que o plano de saúde cobrisse todas as terapias que a médica prescreveu no laudo e em janeiro de 2022 a Laís estava iniciando o tratamento”, lembrou Arlene.

Ela também relata que hoje muitas coisas estão se esclarecendo. “A Laís tem hipotonia muscular, um tipo de flacidez do músculo, e ela precisa de muita fisioterapia. Também usa óculos de grau 5 e 6 e tem uma sensibilidade sensorial muito grande no rosto, couro cabeludo e orelhas. Graças ao trabalho nas terapias, hoje ela já consegue pôr o óculos no rosto, está começando a se alimentar sozinha, conseguiu aprender a pular. Porém continua sendo uma criança 100% não verbal, usa poucos gestos para demonstrar o que quer, mas já é uma mudança”, concluiu.

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