Roraima teve o maior aumento das vendas no varejo pós-pandemia

Apesar das quedas mensais do volume de vendas nos dois últimos meses, o nível de atividade do setor segue acima do patamar de antes do início de março de 2020

Com informações da Fecomércio-RR | Foto: divulgação

A aceleração do ritmo de recuperação do volume de vendas no varejo pós-pandemia vem sendo mais intensa nos Estados do norte do País, nos últimos meses. Cinco das sete unidades da Federação que compõem essa região apresentaram avanço acima da média nacional, que foi de 1,6%.

Os primeiros no ranking de crescimento nacional são Roraima, com 17,1%, Pará, com 15,7%, Amapá, com 14,6%, Amazonas, com 6,2%, e Rondônia, com 3,2%. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base no cruzamento de dados públicos de diversas fontes.

No mapa da retomada do nível de atividade do comércio de rua, os Estados da Região Norte se destacam quando analisados sob a ótica da circulação de consumidores. De acordo com dados do Google Mobility, o fluxo de pessoas em estabelecimentos voltados para a venda de bens ou serviços praticamente se normalizou em relação ao início de 2020. Ao fim de julho deste ano, a defasagem é de 1% em relação ao período entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro de 2020, considerado como base para a pesquisa.

Roraima foi o estado que registrou o maior aumento no comércio varejista, ocupando o primeiro lugar no ranking nacional. Segundo o assessor econômico da Fecomércio, Fábio Martinez, o crescimento do comércio é destaque nacional porque mesmo durante a pandemia e com as características locais, o comércio roraimense não parou de crescer.

“O perfil empreendedor dos empresários locais, junto com a injeção de recursos dos auxílios emergenciais e a peculiaridade da economia de Roraima, fizeram o setor crescer mesmo durante a pandemia. O comércio conseguiu rapidamente se reerguer e novas empresas foram abertas, gerando uma grande quantidade de empregos formais aqui no nosso Estado”, destaca o economista.

Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IFPD, Ademir dos Santos, os empresários dos setores de bens, serviços e turismo em Roraima têm um potencial empreendedor e são resilientes, conseguindo rapidamente se adaptar mesmo em período de pandemia.

“Para ter uma ideia, a cada 4 empregos formais em Roraima, 3 são do setor do comércio. Mesmo com restrições durante a pandemia, o empresário buscou alternativas para continuar trabalhando. Nos últimos três anos o comércio bateu recorde em geração de empregos formais e hoje somos o principal empregador do estado de Roraima”, finaliza Ademir dos Santos.

Segundo dados da Neotrust, a Região Sudeste concentrou 65% do e-commerce brasileiro em 2020, contrastando com a Região Norte, que foi responsável por apenas 2% do comércio eletrônico brasileiro naquele ano.

“A estrutura logística mais desenvolvida de São Paulo e Rio de Janeiro certamente contribuiu para uma menor dependência do comércio em relação ao consumo presencial”, explica o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Para ele, “isso favoreceu o processo de digitalização do consumo e auxiliou na retomada do nível de atividade do setor”.

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