Segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa começa em comunidades indígenas de Boa Vista

Ao todo, 17 comunidades indígenas serão beneficiadas com a vacinação e vermifugação de bovinos, de forma gratuita, até o dia 26

Com informações de Karina Mota | Foto: Giovani Oliveira

A segunda etapa da vacina contra a Febre Aftosa se iniciou nesta segunda-feira, 17, na comunidade indígena Truaru da Cabeceira, localizada na RR 342. Ao todo, a Prefeitura de Boa Vista vai atender 17 comunidades com a vacinação e vermifugação dos rebanhos até o dia 26 de outubro, com o suporte da equipe de técnicos e veterinários da Secretária Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI).

O município faz todo esse trabalho de forma gratuita, tendo o auxílio dos próprios moradores da comunidade para reunir o rebanho. Até o final da campanha, mais de 3.000 animais serão vacinados e vermifugados. O técnico em agropecuária da SMAAI, Ariosto Aparecido, coordena a vacinação nas comunidades.

“O trabalho que fazemos é muito importante para a prevenção desta doença. Com a vacina, ajudamos a desenvolver imunidade no rebanho, que dificulta a propagação do vírus no ambiente. Esse trabalho acontece há 10 anos pela prefeitura”, disse Ariosto.

Na comunidade Truaru da Cabeceira, quase 300 animais foram vacinados. “Desde 2014 que nossa comunidade recebe a dose da vacina para o gado. Duas vezes no ano, a equipe da prefeitura vem até nossa comunidade. Assim, vamos continuar tendo o rebanho saudável que ajuda na nossa renda extra”, disse o tuxaua Alcemir Duarte.

Aluno do Curso Técnico em Veterinária, o indígena Valdeir de Freitas faz seu estágio na SMAAI e afirma estar bastante contente com o trabalho que desenvolve.

“Resolvi seguir essa carreira para ajudar ainda mais as comunidades. Me sinto realizado em poder ter meu primeiro dia de estágio com a essa vacinação tão importante”, disse.

Professor da comunidade há 15 anos, Kennedy Angêlo sabe da importância dos cuidados com o rebanho. “Esse gado é da nossa comunidade. Quando alguém precisa de ajuda financeira ou fica doente, fazemos uma avaliação e mandamos uma rês para a casa dessa pessoa. É uma forma de ajudar”.

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