Método ‘Denver’ pode melhorar a qualidade de vida de crianças autistas a longo prazo

Especialista de Roraima explica o que é o método e a diferença que ele pode fazer na vida das pessoas

Por: Bruna Cássia

Foto: arquivo pessoal

Com o avanço de estudos e metodologias para auxiliar no desenvolvimento de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), um se destaca. É o método “Denver”. Apesar de ser criado nos anos 80, a procura pelo modelo tem crescido nos últimos anos.

Segundo a psicóloga Patrícia Sales de Assis, que tem especialidade no assunto, o modelo Denver é uma metodologia desenvolvimentista de intervenção precoce visando a promoção da linguagem, comunicação e socialização.

“Veio da psicologia do Desenvolvimento e da Análise aplicada do comportamento, que estimula áreas do neurodesenvolvimento como a comunicação receptiva e expressiva, competência sociais, atenção compartilhada, jogos, motricidade global e fina, cognição, comportamento e habilidades de independência pessoal”, acrescentou.

O objetivo desse método é auxiliar pais e profissionais na estimulação da melhor fase da criança aproveitando a neuroplasticidade, reduzindo atraso do neurodesenvolvimento, reduzindo prejuízos que o autismo pode causar na vida de uma criança de médio a longo prazo, proporcionando melhor qualidade de vida para as crianças e famílias.

Patrícia é sócia e coordenadora do Instituto Lampos Centro de estimulação do neurodesenvolvimento. Ela conta que a procura pelo modelo tem aumentado.

“A procura por esta metodologia vem crescendo cada vez mais, tanto por profissionais buscando conhecimento na área, como pais de crianças com atraso global do desenvolvimento, autismo, deficiência intelectual, síndromes em busca de um tratamento intensivo para redução dos prejuízos no desenvolvimento desta criança”, informou.

Para a metodologia de aplicação e supervisão, é necessário um treinamento profissional robusto e pode ser aplicado por estudantes de psicologia, pedagogia, fisioterapia, fonoaudiologia.

“Os aplicadores desta metodologia não atuam sozinhos. É necessária supervisão de um supervisor clínico responsável pelo caso, para conduzir com orientações e formação continuada para aplicadores e pais”, acrescentou.

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