Operação Tabuleiro: Polícia Federal desarticula organização criminosa que atuava no tráfico de drogas em RR

Foram cumpridos 82 mandados em Roraima, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul

Por Conexão Boa Vista | Foto: Polícia Federal

A quarta-feira, 20 de abril, começou com ações da operação Tabuleiro, deflagrada pela Polícia Federal em Roraima para desarticular uma estrutura regional de uma organização criminosa, com atuação nacional e conhecida pela prática de tráfico de drogas e outros crimes.

O nome Tabuleiro faz referência ao modo como os membros da organização criminosa se referem à atividade de identificar criminosos rivais. Ao todo, mais de 200 policiais federais cumpriram 82 mandados expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas do Estado de Roraima. Destes , 47 eram de prisão preventiva e 35 de busca e apreensão. Além de Roraima, foram cumpridos mandados em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. 

Conforme a PF, a Promotoria de Justiça Especializada em Crimes de Tráfico de Drogas e Organização Criminosa do Ministério Público de Roraima colaboraram com as investigações que iniciaram após a operação Presente de Grego, deflagrada em agosto de 2021. 

As investigações apontavam que a organização pretendia reestruturar os quadros do consórcio criminoso devido à identificação e prisão de lideranças locais e criminosos que ocupavam postos estratégicos. Em Roraima, as ações eram coordenadas por membros da organização em outros estados, especificamente por um homem preso em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. 

Conforme o inquérito, as lideranças nacionais do grupo estavam insatisfeitas com o baixo rendimento das ações do grupo em Roraima. A Polícia destacou que nos anos de 2017 e 2018 eram cometidos mais de três homicídios por semana e que, atualmente, “não acontecia nada”.

Para reverter a situação, os suspeitos em Roraima foram orientados a matar mais pessoas e vender mais drogas. Os recursos adquiridos iriam subsidiar a compra de mais armas. 

O inquérito também aponta que os investigados estavam contentes com o fim da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária em Roraima, pois tinham a expectativa de retomarem o controle da maior unidade prisional de Roraima, a  Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc).

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